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Um belo dia desses, estava eu, com amigos, fazendo
o famoso zapping com o controle remoto quando me deparei, no canal
29 da TV a cabo, a Music TeleVision, com um programa diferente,
mostrando não as ''bandas antes'', como outro programa do
mesmo canal mostra, mas bandas cover, que prestam, em alguns casos
(dois exatamente: Guns'n Roses e The Cure Cover), uma justa homenagem
aos ídolos.
Não foi o caso desse dia. As bandas apresentadas eram: Oasis e Foo Fighters
Cover. Fiquei impressionado com a incrível falta de talento musical e
visual das duas bandas. Em termos de inexperiência, dou nota 10 para as
duas. Como fã devoto da Oasis e da Foo Fighters, doía-me cada acorde
errado, cada voz desafinada, cada descompasso da bateria...
A banda com o nome de Oasis Cover não compensou a falta de um integrante
com o talento. Pelo contrário, conseguiu aumentar mais ainda a mediocridade.
Dor, dor, dor, a cada acorde, a cada erro na letra, a cada falta de talento.
Como se já não bastasse levar o nome da Oasis em vão, essa
banda não se dedicava ao Oasis.
É provável que estivesse lá pelas boas relações
com alguém da produção. Caso de família. Caso que
acontece muito, e não é tão discutido. Caso de agressão
aos ouvidos de um fã que se sente desamparado ao pensar: como é possível
existir alguém tão sem talento?
A mídia não cuida de bandas como essas como deveria. Elas não
são retiradas da TV ou do rádio. Quanto pior a música, mais
você vai ouvir falar dela. Isso é muito estranho. Quanta contradição!
Tenho uma sugestão para os componentes das bandas que estão começando:
aprendam a tocar, procurem se esforçar mais, ouçam algo além
de Charlie Brown Jr. e CPM 22. Esse lixo não leva a nada. A questão
a ser colocada é: tornar-se uma CPM 22 ou chegar ao nível dos Beatles?
Empenhem-se mais, por favor. Queremos bandas de alto nível, que honrem
o rock, e não bandas do nível de Snoop Dogg, Usher e outras do
tipo. Chega de representações falsas de ''SK8 na veia dos irmãos",
''Numb Numb Numb'', abuso de reciclagem, reaproveitamento excessivo de músicas,
versões e mais versões, incoerência com o que o verdadeiro
rock representa.
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