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Itatiaia - 30/4/2003
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Teoricamente, o preço da gasolina e de alguns derivados de petróleo baixou. Na teoria, porque na prática você tem que sentir no seu bolso a redução de passagens de ônibus e de avião, o custo de fretes, o preço menor do gás veicular que subiu mais do que foguete, do gás de cozinha que não voltou para trás, de plásticos e seus produtos. Se o preço sobe porque o dólar sobe e o barril de petróleo aumenta no mercado internacional, seria normal que o preço baixe quando o dólar baixa e o mercado de petróleo se acalma, após a guerra do Iraque.
Isso é no mundo desenvolvido. No Brasil é diferente. Os preços sobem rápido e baixam na velocidade da tartaruga. Por que é assim? Em primeiro lugar, porque a manipulação de preços da gasolina e de outros itens energéticos traz muito dinheiro para os governos. E os impostos cobrados são pesados como em nenhum lugar do mundo. Em segundo lugar, porque o pessoal já se acostumou com o preço alto, amanhã vai aumentar de novo e, aí, por que vamos baixar? Fica onde está, porque a reclamação sempre é mais branda do que o aplauso pelo engano da baixa de preços.
É incompreensível para qualquer mente simples, como todo dia a poderosa Petrobrás anuncia novas conquistas, novos campos e novas descobertas. Uma maravilha que não chega a beneficiar ao cidadão que gritava nas ruas que o petróleo é nosso e que a Petrobrás tem que ser estatal. Mas hoje ela é dolarizada, com o governo cobrando através dela mais impostos. Portanto, sem uma nova política energética e tributária a favor do cidadão, continuaremos na gangorra de preços mais altos e marketing de preços baixos.
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