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Itatiaia - 16/5/2003
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Muito louvável o esforço do Governo de Minas para reestruturar as finanças públicas e gerar superávit no orçamento do estado. Aos governantes no passado não foi dada esta oportunidade, mas muitos tentaram e muitos também conseguiram fazer mudanças. A melhoria de qualidade na área de educação na gestão de Hélio Garcia e Eduardo Azeredo mostra que se pode obter resultados, desde que se queira e exista a liderança para tanto.
O atual projeto tem como eixo central as mudanças que se referem aos funcionários públicos. De viva voz temos que dizer que o funcionário público mineiro, e vale também para o federal, trabalha bem. O que o impede de trabalhar melhor é o sistema. Se não houver uma reorganização de processos, introdução de sistemas de qualidade, e colocar a informática para valer como instrumento de trabalho, não há funcionário que possa trabalhar melhor.
O estado de Minas e seu governo precisam de uma reengenharia. Precisam de um novo organograma de funções, precisam juntar as entidades similares, ter coragem de reduzir os órgãos para ganhar na eficiência. Aliás, parte desse trabalho foi feita com a reestruturação de secretarias, mas não seguiu seu caminho nos demais órgãos.
Feita esta reengenharia, teremos um quadro novo de funções, e funcionários que precisam ser treinados. Minas possui uma Escola de Governo, que sobrevive com dificuldades, mas não tem sistema de treinamento de funcionários.
Quanto ao aumento de salário do funcionalismo com aumento de arrecadação, é preciso ser dito que a arrecadação aumenta em função de políticas econômicas do próprio governo. E onde estão estas políticas? E a componente inflacionária? No final, não falta lista de marajás mineiros, distorções como a dos procuradores da Fazenda Estadual que ganham porcentagem sobre as ações contra empresas, e tantas outras. E a redução de custos e o corte de privilégios ainda existentes na Assembléia? Vai continuar tudo como está, para que o faxineiro pague a conta? É a hora histórica de se fazer um estado eficaz para o cidadão. Mas falta completar o projeto, e ele se tornar o projeto da sociedade e não só do governo.
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