|
Itatiaia - 1/6/2003
|
|
O uso de energias alternativas está crescendo no mundo inteiro e também no Brasil. Aliás, foi esta avareza mineira aliada à ousadia que salvou Minas Gerais do apagão há dois anos. Aqui se usa mais fontes alternativas de energia do que em qualquer lugar do Brasil. Os técnicos da Companhia Energética de Minas Gerais, Cemig, têm desenvolvido um esforço em todos os campos de melhor uso de energia. Muita gente pensa que a Cemig é só energia elétrica. Não, é de fato uma empresa de energia. E aí vale ressaltar a homenagem que a Câmara dos Vereadores fez na semana passada a um grupo de empresários que atuam na área de energia solar.
Belo Horizonte, apesar de não possuir a legislação que estimula o uso de energia solar nos prédios comerciais e residenciais, tem quase mil edifícios com coletores solares e o maior projeto de uso de energia solar da América Latina, que está no Minas Tênis Clube. As empresas mineiras controlam mais de 20 por cento do mercado brasileiro e possuem o único laboratório de testes para coletores solares. Oferecem selo de qualidade, exportam e empregam mais de 3 mil pessoas.
Há empresas de engenharia e empresas tradicionais como a JMS que mudaram de tecnologia e se adaptaram ao novo tempo. Enquanto a cooperação com a Cemig das empresas do cluster de BH Solar é excelente, não se sabe porque a Universidade Federal de Minas Gerais ainda não dá mais suporte científico para o desenvolvimento do setor. O mesmo vale para a Fundação de Amparo à Pesquisa e para o Banco de Desenvolvimento. Ao contrário, a Prefeitura de Betim adotou nas mais de 400 casas populares energia solar. Nas casas doadas para o programa Minas Solidária, inclusive pelos próprios empresários, isso ainda não aconteceu.
Devemos ter muito orgulho destes empresários que transformaram com o programa BH Solar a nossa capital em capital de energia solar do Brasil. Devemos aplaudir estes solitários que não tiveram no dia da homenagem nem a satisfação de ver os representantes de órgãos de desenvolvimento do Estado. Será por quê? Talvez porque são mineiros e não pediram incentivos e nem dinheiro emprestado. Mas, por isso mesmo, é que são geradores de emprego, tecnologia e de energia barata.
|
|