|
Todo mundo já deve ter percebido. O número dos mendigos na ruas de belo horizonte diminuiu. E em muitas cidades eles estão desaparecendo. A miséria está sendo eliminada graças a programas sociais como a bolsa família. Os gastos do governo na área social cresceram 20% ao ano de 2002 para cá. As famílias mais pobres hoje recebem um auxílio que pelo menos garante a comida. Isso é ótimo. A fome está acabando, crianças saem das ruas, mais pessoas passam a consumir, o comércio vende mais, a indústria fabrica mais, a desigualdade de renda diminui. É um avanço, mas não é o suficiente. Menos quem não tinha nada não pode ser conformar com pouco. A bolsa família é só um auxilio emergencial. É preciso dar as famílias necessitadas, que hoje dependem do governo para comer, condições para que possam conquistar sua auto suficiência, sua auto estima. É preciso investir maciçamente em educação, boas escolas, e bom ensino e dar oportunidade para mais trabalho e emprego. Se não houver esse segundo passo fundamental a bolsa família corre o risco de se tornar no futuro um estímulo a estagnação das pessoas e a manutenção da própria pobreza. Uma espécie de aposentadoria para pobres. E isso o Brasil e os mineiros não querem.
|