|
Em abril de 1986, a Tecnowatt foi destaque na área de exportação, na seleção de “Os Melhores”, feita pelo Estado de Minas. Justificativa dada para a escolha:
De uma indústria de iluminação e acessórios, evoluiu, com tecnologia própria, para a fabricação de equipamentos eletrônicos sofisticados, os quais exporta para Colômbia, Venezuela, Portugal, Chile e Panamá, após satisfazer a demanda do consumo interno. Os relés fotoelétricos da Tecnowatt, única produtora da América do Sul, estão, no momento, também chegando à China.
O Estado de Minas lembrou que uma especialidade da Tecnowatt era o relé de controle fotoelétrico para iluminação pública, do qual 60% dos componentes eram importados. E informou:
A partir de 1979, a empresa conseguia a completa nacionalização do conjunto que, já então, era exportado para muitas capitais latino-americanas. Mas, havia um componente que se constituía na exceção: a fotocélula. Os recursos eram próprios, a fé também. E a tecnologia nacional. A busca teve fim em 1984 quando, enfim, a Tecnowatt incluía o Brasil no fechado clube dos países fabricantes da fotocélula: Japão, Estados Unidos, Alemanha e Canadá. E pode-se imaginar as dificuldades interpostas no caminho de uma indústria mineira que pretendia fazer a inscrição em tão fechado clube. Hoje, a Tecnowatt fabrica o conjunto de forma total e o exporta para muitas cidades do mundo, o que se materializa em receita em dólares que ajuda no equilíbrio da balança comercial.
Estado de Minas, 30/3/1986, “Uma luz para os caminhos da exportação”
|