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A candidatura de Salej à presidência da CNI parecia tomar impulso. Foi o que levou o então diretor da sucursal do Jornal do Brasil em Minas, Teodomiro Braga, a publicar um artigo, em outubro de 2001, afirmando:
Depois de quatro décadas, o domínio da Confederação Nacional da Indústria pela esdrúxula dobradinha Nordeste-São Paulo parece estar chegando ao fim. A pouco mais de seis meses da eleição que escolherá o novo presidente da CNI, os ventos da mudança e da modernização agitam o setor, que representa o carro-chefe da economia nacional, tornando difícil a repetição dos acordos de bastidores que, em sucessivas eleições, deram a presidência da entidade a um nordestino e a primeira vice-presidência a um paulista.
O responsável pela reviravolta é um empresário que já fez revolução no setor industrial mineiro e agora quer sacudir toda a indústria nacional: o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Stefan Salej, um esloveno nacionalizado brasileiro que já se acostumou a vencer tabus e preconceitos. Ele deu a largada no processo eleitoral da CNI ao lançar sua candidatura, na sexta-feira passada, em Belo Horizonte, num evento marcado por discursos em favor de atuação mais forte da CNI no cenário nacional.
Salej deu demonstração de sua força política ao levar ao evento cerca de 800 representantes da indústria de todas as partes de Minas. Presente ao encontro, o presidente da CNI, Fernando Bezerra, manifestou apoio à candidatura do comandante da Fiemg. “Gostaria muito, muitíssimo, de coração, de ver Stefan Salej na presidência da CNI”, disse Bezerra em seu primeiro ato público fora de Brasília depois que reassumiu o comando da CNI, após ocupar por dois anos e meio o Ministério da Integração Regional.
Jornal do Brasil, 22/10/2001, “Ventos da mudança chegam à CNI”
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