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UFMG e Fiemg acertam agenda para o desenvolvimento

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Construir uma agenda comum para a consolidação de parceria contínua e sistemática, tendo em vista o desenvolvimento do estado. Essa foi a idéia central do encontro que reuniu dirigentes da UFMG e da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) num Café com o Reitor, na semana passada.

Um passo concreto para aproximar as duas instituições foi dado na mesma manhã do encontro, realizado na Sala das Sessões do Conselho Universitário: a assinatura do primeiro termo aditivo a um convênio de cooperação para a instalação no IGC do Laboratório de Caracterização de Rochas e Minerais Industriais (ver abaixo). Foi assinado também um termo de cooperação técnica entre o Serviço Social da Indústria (Sesi) e a UFMG.

Os dirigentes da Universidade e da Fiemg decidiram se reunir a cada quatro meses para avaliar o progresso da parceria. O presidente da Fiemg, Stefan Bogdan Salej, pregou a cooperação em nível dos departamentos acadêmicos, realçando a urgência de um plano estratégico conjunto da Universidade com a indústria para o desenvolvimento de Minas Gerais. "A Universidade deve ser uma instituição irradiadora do desenvolvimento", disse Salej. O reitor Sá Barreto frisou que a parceria institucional com a Fiemg deve buscar não só a transmissão do saber, mas também a geração do conhecimento.

Referência nacional

A agenda com a UFMG, segundo Salej, será o ponto alto de uma série de iniciativas de cooperação que há muitos anos contribui para o desenvolvimento da indústria mineira. "Não teríamos chegado a esse estágio sem o respaldo da Universidade", afirmou. O presidente da Fiemg disse ao Boletim que a intensificação da cooperação com a UFMG irá agora aprimorar o setor produtivo do estado: "A indústria não tem como se desenvolver sozinha. A Universidade precisa nos ajudar na formação de capital humano".

Tanto o Reitor quanto o presidente da Fiemg manifestaram a convicção de que a continuidade da cooperação terá impacto acadêmico e social, permitindo a geração de mais empregos e a melhoria da qualidade de vida.

Salej parabenizou a UFMG por acolher a melhor pós-graduação do Brasil, conforme recente avaliação da Capes. "A Universidade respondeu às críticas com trabalho", afirmou. Lembrando que a UFMG tornou-se uma referência nacional no ensino e na pesquisa, Sá Barreto atribuiu o êxito atual ao trabalho de várias gerações: "Os prêmios que conseguimos devem ser creditados também a todos os que ajudaram a construir a nossa História".

 

Parceria garante recursos para laboratório do IGC

Como resultado do termo aditivo a um convênio de cooperação assinado em novembro de 1996, a Fiemg está repassando R$ 90 mil à UFMG para a compra de equipamentos do Laboratório de Caracterização de Rochas e Minerais Industriais. O restante dos recursos, totalizando R$ 600 mil, deverá ser entregue à Universidade nos próximos meses. "Acredito que até agosto do ano que vem o laboratório estará completo", disse o diretor do IGC, professor Antônio Gilberto Costa.

Apesar de liderar a exportação brasileira de rochas industriais e de minerais não-metálicos, Minas Gerais não dispõe de estrutura capaz de controlar a qualidade de sua produção. "Só fora do País é que o material tem sido corretamente avaliado", diz o diretor do IGC.

Além de expedir uma espécie de selo de qualidade para os mármores e granitos produzidos no estado, o laboratório realizará pesquisas e testes, como ensaios de dilatação térmica e de brilho, fundamentais para averiguar a adaptação das pedras em países com condições ambientais diferentes das originais. Outra futura aquisição do laboratório, um forno de altas temperaturas, permitirá a realização de ensaios com argilas, essenciais para a qualificação da indústria de cerâmicas.

 



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