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A união faz a força

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Clusters ajudam empresas a crescer.

BELO HORIZONTE - Unir experiências consideradas positivas para o crescimento de determinados setores da economia é a proposta da Rede Brasileira de Clusters e Competitividade Empresarial (RedeCluster) que foi lançada na semana passada na capital mineira. O cluster é a ''união de forças'' de determinado segmento econômico com uma proposta de crescimento e metas comum. O projeto foi implantado em Minas, através da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), há dois anos, mas o conceito é aplicado também em outros cinco estados que, agora, pretendem se juntar numa rede nacional para troca de experiências.

Segundo o presidente da Fiemg, Stefan Salej, o objetivo dos clusters é fortalecer laços de cooperação entre os agentes de um mesmo setor, proporcionando a inserção das empresas na economia globalizada. Em Minas, o projeto faz parte do ''Cresce Minas'', um programa da Fiemg criado em 1999 para impulsionar setores identificados como importantes para a economia local. Propostas semelhantes já existem nos estados do Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo, que passarão a integrar a rede nacional.

Potência - Especialista em estratégia e competitividade empresarial, o diretor da McKinsey & Company na Alemanha (parceira da Fiemg no projeto), Peter Kraljic, afirmou que o Brasil tem recursos humanos e naturais e tradições econômicas e industriais que o permitem, se o país se concentrar nesse objetivo, estar entre as cinco potências econômicas mundiais, em 20 anos, ao lado de Estados Unidos, Japão, China e Índia.

A fórmula, de acordo com Kraljic, parte do princípio de que o Brasil deve unir empresas, indústrias, sindicatos, universidades e governos em um único sentido, e cumprir metas pré-estabelecidas para o desenvolvimento. ''Deve haver um consenso para promover o crescimento. É preciso que este seja um objetivo nacional'', insistiu. O presidente da Fiemg acredita que o país deveria ter como meta dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) em 10 anos. Para ele, isso seria possível com a ''união de forças''. ''Vai ter que ser feito um baita esforço'', admite.

 



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