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Em entrevista ao Diário do Comércio, em outubro de 2005, Salej voltou a insistir na necessidade dos investimentos para tornar a indústria nacional competitiva frente ao capital estrangeiro:
– Se não aplicar, em especial na infra-estrutura, em educação e saúde, melhorando a gestão do estado, não haverá competitividade, não haverá emprego.
E acrescentou:
– Nós, empresários, lutamos pelo aumento de emprego, pelos melhores salários e melhor distribuição de renda. Mas também por um estado eficaz, não voraz como o de hoje.
Nesta entrevista de uma página, Salej comentou também a decisão do governador Aécio Neves (PSDB), de reduzir o ICMS de 150 itens:
– A política fiscal adotada pelo governo mineiro está agradando os grandes empresários, mas ainda está castigando os pequenos. Política fiscal inteligente desenvolve empresas, ao invés de fechá-las.
O empresário argumentou que o custo fiscal e, inclusive, a burocracia estatal, pesam muito, e levam as empresas a perderem o foco. “Acho que, se o governo de Minas fizer um programa de desburocratização, pode se tornar um líder em redução de custos para as empresas”, disse Salej.
Para ele, o papel do Estado é elaborar uma política monetária e fiscal eficaz no atendimento de necessidades do cidadão, e reduzir sua intervenção na vida das empresas. “Regular, controlar, mas não ser o gestor empresarial”. É um contra-senso para uma boa gestão política não levar em consideração as opiniões dos empresários, mas estes, por sua vez, devem se considerar parte integrante do país. “Não é mais e nem menos importante do que outro segmento”.
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