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Tanto a implantação do governo parlamentar sob a espada de Cromwell, na Grã-Bretanha do século XVII, como a estrondosa supressão na dinastia dos Bourbon, na Paris conturbada de 1789, figuram na crônica da espécie humana como atos simultaneamente progressistas e sanguinolentos. Para qualquer industrial contemporâneo, descer ao asfalto para cantar hinos à competição soa como desafio inverossímil e pacto com o Tinhoso.
Construir ações eficazes a favor do corte nos tributos dentro da maioria é uma coisa. Salej tenta fazer isso há bastante tempo e conhece o peso dos compromissos inerentes a esse tipo de movimento. Agir do lado de fora pode ser um caminho atraente, mas a tarefa de catalisar multidões sem o recurso populista do heroísmo isolacionista não será fácil, dentro ou fora da comunidade dos industriais”.
Gazeta Mercantil, 25/5/2000, coluna Observador
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